...abraça-te!

E se alguém se cruza contigo na rua? Olhas para essa pessoa? Consegues ver se está a sorrir? És capaz de retribuir ou mesmo tomar a iniciativa? Sem troco, sem nada…só com a simplicidade de com um sorriso, cumprimentares a pessoa com o sinal de quem vive! Segues o teu caminho… cruzas-te com mais uma, a seguir com mais outra, cruzas-te com milhares de pessoas…
Reparei na tua face…está triste…porquê? Triste, a tua cara tem outro jeito…as linhas ganham outra forma, linda de qualquer das maneiras… Fala comigo… Posso abraçar-te? Um bocadinho de mim, pode ajudar a transformar essa tristeza num sorriso prolongado… Vá lá! Sorri…
É bom andar de mão dada… as crianças andam de mão dada… transmitem confiança, afecto e... confiança!, nas mãos umas das outras! Talvez seja por isso que quando crescemos e deixamos de ter esse hábito, só damos a mão a alguém muito especial… a ti amigo! A ela! A quem quiser fazê-lo!
Vês? Eu disse-te que um abraço ia ajudar... Com um simples abraço damos a volta a dois mundos… sentido… equilibramo-nos… Achas que tem lógica? Talvez não, mas não importa. O que não tem sentido, também é sentido. Sentiste?
Se todos os dias tiveres o privilégio de disfrutar cinco minutos…bastam cinco… de uma maneira natural, espontânea, de uma sensação de paz interior, exterior, contigo mesmo, com a cama que está ao teu lado, com o poster pendurado na parede… Cinco minutos em que parece que tens asas e consegues voar pra longe, sem sair do mesmo sítio… Se tiveres essa sorte… Vês-te de fora de ti próprio! Que fazes? Sorris…
…abraça-te!

5 Comments:
Meu caro... confesso que estou perplexo com a profundidade do texto.. e suspeito que esteja descoberto o próximo jingle para a publicidade do leite matinal!
Uma verdadeira pérola do marketing!
É um belo texto, sim senhor...
E quanto ao conteúdo, não há dúvida que a possibilidade de auto-consolo é meio caminho andado para a autonomia e para a saúde mental... pena é que, ao longo do desenvolvimento humano, por atavismo cultural, o auto-consolo seja, muitas vezes, desencorajado e, por outro lado, por esta razão, tende a ser acompanhado de culpa, que facilita um certo desinvestimento nesta área.
Se não convivermos saudávelmente connosco próprios, com as nossas características positivas e negativas, difícilmente conseguimos uma relação prazerosa e compensadora com os outros, resultando duas patologias: a da relação intrapessoal e a da relação interpessoal... o desconsolo é a consequência lógica.
Abracem-se, consolem-se, que só faz é bem!
Abraços
Não querendo contradizer comentários, pergunto ao Borderline o porquê do auto consolo... Não foi o que pensei e senti quando li o ...abraça-te! Para mim a mensagem que o Blind quis passar foi outra e não uma chamada de atenção para quem necessita de consolar-se...
Se calhar tens razão pandulce... o meu comenário foi feito sobre a MINHA apercepção do que o Blind escreveu, principalmente, relativamente ao último parágrafo... Talvez a intenção do post não tenha sido a que eu foquei, mas empatizei bastante com esse último parágrafo e, portanto, decidi deixar o meu contributo a isso mesmo.
Espero ter respondido à questão!
Abraços
mta fixe. passa lá pelo www.coisasdegentetola.blogspot.com
Enviar um comentário
<< Home