Aumente-nos o ego...

Estamos em crise… Novidade do caraças! Já todos o sabemos e há bastante tempo…
Tenho ouvido ao longo da minha vida que os grandes impérios atingem sempre o seu auge e posteriormente o seu declínio… exemplos não faltam, os romanos por exemplo lá entraram em decadência e não sei se foi por “Toutatis”, mas é um facto que se foram abaixo… Há quem pense que se não fosse essa divindade gaulesa, nem mesmo a poção mágica safava os dois compinchas que vocês com certeza já conheceram e leram as aventuras por eles protagonizadas, enquanto faziam colecção de capacetes romanos… Pena é, nunca, ou pelo menos, grande maioria de “nós”, não conhecermos outra Divindade e essa sim com “D” grande, chamada Endovélico. Deus todo poderoso dos Lusitanos e que com toda a certeza ajudou a fazer cair o céu em cima dos romanos, na pessoa do Viriato, que, esse sim, já ouviram falar de certeza… Foi traído… O traidor levou a melhor e hoje ainda tem influência na nossa sociedade…política… Nada como ganhar uns cobres valentes à custa de atitudes mesquinhas e inqualificáveis. Mas…e como muitos artistas desses pensam, mais vale um mesquinho de carteira cheia, que um mesquinho teso…
Devíamos aprender com os Gauleses alguma coisa que fizemos por esquecer com os nossos gloriosos ancestrais… Justiça lhes deve ser feita! Hoje em dia é fácil comprar-se um livro do Uderzo em qualquer livraria, até nas bombas de gasolina e a mensagem desses livros é clara. Mesmo quando nos subjugam, há sempre lugar à chacota imposta pelos que se atrevem a resistir. É como uma espinha entalada que os mesquinhos terão de suportar para o resto da vida… Acho que era muito proveitoso, ocuparmo-nos e aprender as lições de vida que a nossa história nos deixou e que os mesquinhos fazem questão de apagar…
A moderação é uma virtude… Terrível é quando aumentam as taxas moderadoras… Só de pensar nisso, acho que muitas pessoas vão já a correr para as urgências com dor de cabeça… A verdade é que a grande maioria já anda com uma dor de cabeça comum há alguns anos a esta parte… chama-se crise e como é normal, a crise não é alérgica à maioria. Existem facções que se dão muito bem com ela, mas foco especialmente o grupo de pensantes que estão no poleiro e que desprezam os outros ao olharem para baixo com esgares de superioridade absoluta… Vacinação para este surto procura-se…
Tal como se fazia na Roma antiga, Pão e Circo…também hoje temos exemplos semelhantes no nosso querido Portugal… Circo é coisa que não falta, reality shows, futebol, telenovelas, enfim, um sem número de injecções com o propósito de distracção… O pão? Pois… o problema é que nem o pão escapa aos aumentos… As galinhas do meu vizinho já nem põem ovos…entraram em greve por não tocarem numa côdea, desde o ultimo aumento…Queixam-se que os alentejanos voltaram à moda das açordas e que nem uma migalha lhes toca…
O Zandinga já morreu, se não, perguntava-lhe para quando dias melhores… Possivelmente a resposta dele variava entre a vitória do Benfica hoje frente aos campeões europeus, e a conquista do campeonato do mundo na Alemanha pelos nossos “Tugas”… É o circo a funcionar, mas também lhes digo… Um gajo tem de se distrair, se não dá em doido… Venha de lá essa vitória gloriosa! Acompanhada por umas cervejas e de preferência com boa companhia! Que o Nuno Gomes marque um golo e que por baixo da camisola berrante, tenha outra que diga: “Chamam-me Cinderela, mas facturo! E tu, Sócrates?”

8 Comments:
Ego e Crise... como grande amante de umas boas esgalhadelas, vou tentar esgalhar este tema sob um ponto de vista ligeiramente alternativo... pode ser permita um climax alternativo, pois que é bom variar de vez em quando.
Proponho que começemos a reflexão pela equação que enuncias: "Pão e Circo". Nesta equação está em falta o terceiro, o que propõe pão e circo e, mais importante, porquê propor pão e circo (a teoria da conspiração). A questão, históricamente, é amplamente social: de barriga cheia, e com o tempo ocupado em lazer, pouco espaço sobra para a procura de uma melhoria de qualidade de vida. Os imperadores romanos sabiam-no, e o investimento na máquina de guerra já era astronómico e, uma vez que tinham uma política claramente expansionista, não podiam haver cortes a este nível. Um pouco como agora, com a história dos novos aeroportos ou TGVs ou outros que tais.
No fundo, o que se depreende é que NÃO HÁ CRISE, a gestão está é a ser canalizada para uma área que se sobrepõe às necessidades sociais, para dar ênfase a outros aspectos, aparentemente, mais valorizados pelos governantes, mas, aparentemente, não tão valorizados pelas massas.
Aparecer o chavão "CRISE", permite ao estado reforçar os seus investimentos naquelas áreas, enquanto comunica aos contribuintes a sua impotência perante os condicionalismos actuais alegadamente devidos a más escolhas de executivos anteriores. NÃO HÁ CRISE... A "CRISE" ACABA POR SER O NOSSO CIRCO... LOL!
Outro aspecto magnífico que tem este género de propaganda é o impacto que tem nas pessoas... nos tais EGOS... Principalmente em algumas estruturas de personalidade, cujo desenvolvimento e estabilidade do Ego é mais frágil. É que nestes, a crise lá fora é, como que, confundida com crise interna. Ou seja, se há crise, estou em crise, facto que desenvolve um sentimento de impotência (não curável com Viagra) que aumenta, ainda mais, o mal-estar de viver, começando a surgir mais e mais comportamentos estranhos por parte das pessoas. E aqui observa-se uma transformação perversa daquilo que é uma crise de gestão, para uma aparente crise social, que é só aparente, porque o problema não são as pessoas, mas as pessoas escolhidas/nomeadas para gerir, que não o fazem com uma base realmente social, que é para isso que lá estão. Com o "Ego" amedrontado pelos fantasmas de um futuro catastrófico, bem como, pelos constantes recados de falta de produtividade, falta de formação, falta de espírito de sacrifíco, as pessoas resignam-se, neuróticamente, à situação permitindo, em massa, a continuidade de gestões loucas e egocentradas, esperando dias melhores, quando, no fundo, nada se passa no seu "Ego"...
"Aumente-nos o Ego..." dizes tu, eu diria "Não nos faça de $%&"#..."
Esgalhado que tá o comment, que afinal, não resultou num climax assim tão alternativo, vou lavar as mãos e trabalhar, que isto da crise, não perdoa.
Abraços
Muito bem! Acabei de me confrontar com um dos meus maiores medos... não posso deixar a carteira em casa! É que se tenho a pouca sorte de partir uma perna... tenho de ir a coxear até ao centro de saúde mais próximo.. arrastar-me até ao hospital mais longínquo.. e ninguém me atende no hospital, porque não posso pagar!! Onde pára afinal o JURAMENTO DE HIPÓCRATES?? deixemo-nos antes de hipocrisias...
para grande pena minha, reparo que confundem o juramento de hipocrates (q ue tem a ver com os médicos) com a hipocrisia que reina na classe governante... arrumem lá as ideias, porque quem determina aumentos de taxas moderadoras não são os médicos que vos atendem, e sim os politicozinhos que todos elegemos...
Há pessoas confundidas com essa história do Juramento de Hipocrates....
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Parece que andam anónimo(a)s exaltados..devem ser enfermeiros... passo a explicar a minha lógica de raciocinio! Em rigor, e dentro do tom jocoso que subjaz comment que foi feito, o intuito era realçar que o exercício da medicina dita "pública" não se compadece com actividades lucrativas! Claro, que os médicos, na qualidade de executantes profissionais da sua actividade, e de acordo com o juramento que fazem, não poderão recusar tratamento, porque essa é a sua missão! Assim sendo, deveriam ser os primeiros a revoltar-se e a defender activamente os direitos dos seus utentes e de quem lhe paga os seus salários! Nem que tivessem de invocar razões deontológicas para atender os que necessitam de cuidados!
Não será assim?
Se calhar.. seria mais benéfico aumentar os salários aos médicos, para que estes deixassem de utilizar o sistema de saúde nacional como forma de angariação de clientes para o privado!
a palavra "utente" faz-me impressão, porque ou bem que se fala da medicina como um serviço, e nesse caso, é abrangido por todos os direitos e deveres de todos os serviços, ou entao estamos a falar de algo especial, em que se deve privilegiar a relação médico doente, em que este é mais do que um funcionário publico. O teu problema é que queres que um tipo, que cada vez mais é o bode expiatório de toda a desgraça social que aparece na TVI, que tem de trabalhar contra uma serie de novas regras impostas no sistema de saude (e nao sao para bem do utente, te garanto), se revolte contra quem?? contra o estado? como? fazendo greve? è que nessa altura, o médico que faz greve é um malandro que nao quer trabalhar e só quer mais dinheiro!
È muito simples culpar o tipo que está ao teu lado. Se queres revoltar-te, angaria pessoal para isso, mas nao é atacando as pessoas que o consegues.
Deixo uma sugestão cultural apropriada para o fds que se avizinha, o filme "Patch Adams"!
E já agora (re)leia o juramento Hipócrates em http://users.med.up.pt/mazeredo/hipo.html
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